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segunda-feira, 28 de março de 2016

noz




Nebulosa Transição


Há aquele dia em que se vai,
Você acorda e não tem jeito;
Todo o mundo se desfaz,
E só angustia há no peito.


Queria mesmo te mostrar,
Infelizmente eu não consigo.
E só falar não adianta,
Eu sinto muito, meu amigo.


Torço muito pra que vejas
E então busque aquela estrela -
O alinhamento da Terra.


Se aqui ficar, só verás guerra;
Olha o mundo, olha a tela!
É no real que se veleja.


Ljanz, 27/03/2016


domingo, 20 de março de 2016

Os 4 Pensamentos que Transformam a Mente


Fonte: Meu Caminho Tibetano
Ref1: Centro de Estudos Bodisatva
Ref2: Monja Coen Roshi



Um dos ensinamentos mais básicos do Budismo está para os 4 pensamentos que transformam a mente. Ou seja, eles servem como profundas reflexões sobre a nossa condição humana normal, e dessa maneira, eles nos “forçam” a reconhecer a trivialidade da vida centrada em objetivos externos. Então, de maneira interrelacionada, temos os seguintes conceitos:


1) Do sofrimento: toda e qualquer existência (neste nosso plano físico) é constantemente permeada por dores, aflições e sofrimentos, independentemente de quais sejam as criaturas e suas condições de vida. Não há nada que façamos, do ponto de vista intelecto-material, que possa extinguir essa dinâmica (existente desde tempos imemoriais). Assim, é de ultra importância que não demoremos em descobrir e superar as suas verdadeiras causas.

2) Da vida humana preciosa: temos o nosso presente surgimento numa condição extraordinária (que é a forma humana – com inteligência, discernimento e meios hábeis). Poderia não ter sido assim. Logo, dado que não sabemos quando, eventualmente, de novo obteremos esta condição, é melhor que não desperdicemos esta maravilhosa oportunidade para desobstruir as nossas mentes; isso, em favor de nós mesmos e de todos os demais.

3) Da impermanência: todas as coisas desse nosso plano (o samsara) são bastante transitórias. Muito rapidamente, alegrias se convertem em tristezas e prazeres se transformam em situações dolorosas. Emoções, pessoas, bens, coisas e títulos; tudo nos chega e tudo se esvai muito depressa - inclusive nossa juventude e nossa beleza. Diante disso, sabendo que tudo que é do tempo sempre se dissolve, buscamos a liberação, então superando em nós mesmos a velhice e a morte.

4) Da causalidade (o conceito de carma): cientes de que tudo que existe (tudo aquilo que emerge, no mundo e em nós próprios) é fruto de uma extensa cadeia de causas e condições (geralmente, de natureza negativa) procuramos reorientar as nossas mentes no sentido de pensamentos e atitudes positivas. Assim, se plantamos e regamos em nós boas sementes, colhemos bons frutos, nesta e em outras vidas. Já se, pelo contrário, seguimos agindo e pensando de modo inconsciente (desatentos para aquilo que semeamos dentro de nós) então, só poderemos receber coisas ruins.

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Dessas reflexões é que brota nossa principal motivação em nos aprofundar e efetivamente engajarmo-nos na prática do Dharma (ele que é tido como a lei universal, ou ainda, o sublime conjunto de ensinamentos de Buda [o iluminado]). Para tanto, basta que nos aproximemos de seus textos oficiais, de um centro de meditação ou mesmo de uma sangha (palavra esta que se refere a uma comunidade de legítimos estudiosos e praticantes do caminho). *Dúvidas, auxílios, críticas, recomendações e/ou elogios, favor contatar-nos pelo seguinte e-mail: lunamo_san@gmail.com.

Nossa sincera gratidão a todos os legítimos mestres que transmitem esta mensagem. E que possam estes preciosos ensinamentos se ampliar continuamente para benefício de todos os seres. Gasshô.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Senutilas Rezistenco




Senutilas Rezistenco
(Scienco-fikcia Eseo)

La konsilio de UN finanoncis la alvenon de la tutmonda gubierno, longe atendata de granda parto de la homa socio. La amaskomunikiloj, per ĉiuj kanaloj de la kvar blokoj ekonomiaj, informadis celebre al ĉiu civitano de la terglobo. Nun, definitive, pere de unu sola gubierno kaj monero, la fina paŝo por la nova mondo povos esti baldaŭ konkretigata.

Ĉe iu ĵurnalo, tiel legiĝis: “nun, kiam nia planedo estas jam borde de ‘l kolapso rilate ties rimedo-kapablojn, finfine ni povos reekvilibrigi la sistemon per globskala kontrolado, kaj de niaj populacioj, kaj de niaj konsumo-numeroj.”

Televide, iu raportis: “tiu ĉi momento estis neevitebla, ŝulde al la tuta senkontrolo el niaj konsumo-merkatoj. Ĉifoje, tamen, ĉiu homestulo estos enkadrata ĉe nia tutmonda reto, kio absolute evitos grandajn ekscesojn de iuj sur aliaj.”

En radio, komentisto alarme diradis: “nun estas la fino! Ekde nun, ĉiu persono estos devigata akcepti la ĉip-implanton por siaj financo-movoj; kontraŭe, oni estos aŭtomate enprizonigita. Ĉu vi povas vidi, geamikoj, la terurajn implicojn venontajn el ĉi tio?”

Protestoj ekabundis en pluraj regionoj de nia planedo, tra ĉiuj kontinentoj. “Kiel oni povas devigi por ĉiuj tiun virtualan moneron? Tio estas absurdo!” En alia parto de la mondo, ĉe granda afiŝo portata de grupo, legiĝis: “jam sen privateco, ili volas rabi niajn mensojn! Ne al ĉi tiu abomeno!” Ali-kontinente, grandega grupo en marŝo kriadis: “Ne, ne; ne al totalitarismo. Preferas ni la morton ol fariĝi komunistoj.”

Aliparte de la mondo, en sekreta distrikto subterena, la ĵus elektintaj nov-mond-regantoj akompanadis ĉion tre atenteme. Inkluzive, de multaj personoj, ili povis eĉ mezuri la biologi-reagojn koncerne la okazaĵojn. Tiel, sekve al preskaŭ 24-hora kunspektado de la noticoj kaj rezultoj mondskale, iu el ili ĉiujn kunvokis por la fina decido.

“Karaj. Kiel ni povas vidi, ne ĉiuj ankoraŭ volonte eniros nian novan reĝimon. Do, ĉu ni lanĉu jam nian lastan strategion?” “Kioma procento jam brakumis kaj volontule ĉeestas en niaj datum-bazoj?” “Preskaŭ 80% jam de la monda populacio.” “Hum… Kaj tiu 20% konsistas praktike el la samaj rezistenco-grupoj ĉiamaj, ĉu ne?” “Jes ja sinjoro.” “Bone do. Ni atendu plian semajnon sen pluaj reklam-instigoj."

"Se tiuj ne povas vidi la neceson kaj la bonon el ĉi tio, por nia tuta homaro, bedaŭrinde, ni devos altrudi ilin.” Ĉiuj la aliaj kapjesis. “Por unu semajno, do, sinjoroj?” “Ekzakte, oficialo. Se, dum tiu tempo, ili ne ŝanĝos sian pozicion, venonta-lunde, sur ĉiujn tiujn grupojn, vi liberu niajn nano-maŝinojn. Se ili ne venas propra-vole, spite al ĉiuj niaj klopodoj, ili eniros la reĝimon ajnamaniere. La tempo de la senordo ne plu elteniĝas de nia Tero."


Leonardo la Janz, 12/7/15.

sábado, 16 de agosto de 2014

O Des. Sustentável e a "Química Verde"

Correlações com a Ecofilosofia




No ano de 1992 houve uma reunião com 179 chefes de Estado, no Rio de Janeiro, (ECO-92) onde foi elaborada a Agenda 21. Nesse documento os países se comprometiam a prezar pelo chamado de desenvolvimento sustentável.

Esse termo foi citado pela primeira vez em 1983, na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela ONU, e se refere ao desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem esgotar os recursos para as futuras gerações.

Vinte anos depois da criação da Agenda 21, que avanços foram atingidos? Será que os países estão conseguindo cumprir suas metas? Que novas alternativas podem ser dadas para diminuir o impacto ambiental sobre o meio ambiente causado pelo avanço da tecnologia? Que mudanças precisam ser feitas? E os aspectos econômicos e sociais envolvidos?

Para responder a essas e outras questões e em comemoração aos vinte anos da ECO-92, realiza-se a Rio+20, uma Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, na cidade do Rio de Janeiro. Os dois temas principais abordados nessa Conferência são:

• A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e
• A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

Em geral, a Química é vista como estando contra a economia verde. A maioria das pessoas pensa assim porque as atividades produtivas nas indústrias químicas e nos laboratórios podem envolver riscos e ser potenciais causadoras de poluição, diante das substâncias tóxicas e/ou inflamáveis com que se trabalha e em decorrência dos resíduos que precisam ser tratados antes de serem enviados para estações de tratamento, reciclagem, reutilização ou incineração.

É verdade que a Química, como qualquer outra ciência, pode prejudicar o meio ambiente. Mas isso ocorre somente se ela for usada de forma errada, sem conhecimento e em excesso. Além disso, na verdade, ela pode contribuir para criar novos meios de se conseguir o avanços tecnológicos agredindo cada vez menos o meio ambiente. Os químicos estão cada vez mais interessados em procurar estabelecer normas e princípios para implementar processos químicos mais “limpos”. É nesse contexto que surge a Química Verde, ou Química Limpa, que pode ser definida da seguinte forma:


A Química Verde, então, é também uma filosofia, sendo que seus 12 princípios básicos são os seguintes:

1. Evitar a produção de resíduos;
2. Economia dos átomos, maximizando a incorporação de todos os materiais de partida no produto final;
3. Síntese de produtos menos perigosos;
4. Desenho de produtos seguros;
5. Uso de solventes e auxiliares mais seguros;
6. Busca pela eficiência de energia;
7. Uso de fontes renováveis de matéria-prima;
8. Evitar a formação de derivados;
9. Usar reagentes catalíticos no lugar de reagentes estequiométricos;
10. Desenhar os produtos para que se degradem com facilidade;
11. Análise em tempo real para a prevenção da poluição;
12. Química intrinsecamente segura para a prevenção de acidentes químicos.


Os conhecimentos gerados na Química Verde podem ajudar a sociedade a adquirir a necessária mudança de hábitos e comportamentos, pois pode promover o esclarecimento de como certos produtos e atitudes oferecem mais riscos à natureza do que outros.

Para se conseguir a segurança do ambiente é preciso esforços concentrados de todo o planeta, pois este é um problema global. É importante que todos, pelo menos, considerem a "filosofia da Química Verde", pois cada vez que conseguimos cumprir alguns de seus quesitos estamos caminhando para a utilização mais consciente dos recursos do planeta e para a manutenção da vida. Só o uso adequado da química poderá contribuir para mitigar a fome e melhorar, efetivamente, a qualidade de vida e o conforto das populações.


Fonte Original: alunosonline
Texto por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Sociologia das aberrações




Iniciamos essa breve reflexão com a seguinte pergunta, para a qual ainda voltaremos mais ao final do texto: há como não nos quedarmos atormentados diante das múltiplas questões insanas deste nosso tempo “pós-moderno”? Haveremos de reconhecer que, na atualidade, para onde quer que olhemos, predomina o absurdo no que tange a entendimentos sobre a vida e o que significa ser humano.

Sendo assim, como conceber que de toda a gigantesca vastidão do cosmos, a parte iluminada que podemos enxergar, corresponde a tão somente 4% do todo real? De onde provem e o que vem a ser essa enormidade absurda de “energia escura” que nos perfaz, mas que, curiosamente, nossos sentidos e nem mesmo os mais refinados equipamentos astronômicos são capazes de perceber?

Disso, por extensão, pergunta-se: que diabos significa essa tese provável, para piorar as coisas, de que, na verdade, nós não estamos em um só universo, mas sim, num infinito labiríntico multiverso? Caramba, se já enxergamos tão pouco do próprio lugar onde estamos, que dizer destes “diabólicos” universos paralelos??

Aí, para quase que nos enlouquecer de vez diante desta incessante crescente complexidade de cenários, nos vemos, ademais, chocados com esta questão crucial: onde o sentido da vida nisso tudo, na medida em que sequer podemos ter uma realidade concreta, porque também já colocada em cheque pela simulation hypothesis?

E diante deste espantoso quebra-cabeças, que raio significa dizer que nós temos consciência, quando, segundo as mais recentes teorias bioquímicas e neuropsicológicas, o dito fenômeno, realmente, não seria mais do que resultado de impulsos físico-químicos evolucionários, muito provavelmente, pré-computados por multifunções quântico-dimensionais?

Sobra-nos pois algum espaço, através destas bizarras perspectivas “pós-modernas”, para qualquer real possibilidade dum livre-arbítrio em nível pessoal? Como encararmos este importantíssimo conceito da liberdade humana, quando, em verdade, cada vez mais tudo nos vem a reforçar essa ótica de infinitas causalidades holo-fractais?

Amarrando-se então as descobertas, forçam-se ainda mais duras interrogações: e se parece mesmo não termos uma realidade concreta, tampouco uma qualquer mísera gota de liberdade efetiva diante deste monstruoso e fantasmagórico multiverso, onde haveria lugar para a figura dum qualquer Deus Supremo? Não seria muito mais provável, assim, que fossem dois, três ou mesmo vários deles a disputar pelas múltiplas forças que movem os mundos para lá e para cá?

E que tal, se de fato, não estivéssemos mesmo sob controle de uma super-mega civilização alienígena a nos assistir neste simulacro de real? Mas aí, viveríamos então para quê; qual o propósito de existirmos? Seria com o fim de evoluir nossas “almas” no sentido de uma libertação – um como que despertar espiritual para esta ultra dimensão dos seres superiores?

Finalmente, pela bisonha visão deste atual quadro, que muito mesmo se parece com um estranhíssimo experimento social “meta-mundi”, talvez não nos restaria qualquer saída. Qual seria o plano da evolução neste contexto? Caberíamos ainda, de algum modo, uma qualquer lógica transcendental perante esse nosso mui cinzento cenário hodierno? Eis que, no “fim” das contas, tudo se nos mostra como que predestinado pela sua configuração – mas será mesmo?

L. Janz, 15/07/14.