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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Ensaios de Poesia - Todos Iguais





‘No fim’, Somos Todos Iguais


O mundo é só uma bola
Onde todos flutuamos;
Cada um na sua bolha,
Mtas vezes se chocando.

Pode parecer estranho
Mas é isso meu amigo.
Amanhã j’é tudo novo -
Mesm’os velhos conflitos.

É por isso que eu repito
Todo dia sempre mais:
‘Stop’; olhe tudo dinovo.

Você vê que até o ranço
Que ficava nos anais,
Já n tem o mesmo cisco?

sábado, 17 de dezembro de 2016

Ensaios de Poesia - Ventos





Ven(d)tos que Vem



Sem palavras.

A história está morta.

Finge-se que vai tudo bem.


Morte, destroços, desdém.

Agonia bate á porta.

Anjos sem asas.

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Daqui eu vejo o além.

Os mortos estão á solta;

E nos cobram o futuro.


Eu me salvo no escuro,

A saber, que sua volta,

Será a nuvem negra, ‘main?

Lajanz, 10/12/16

sábado, 24 de setembro de 2016

Ensaios: Mística Científico-Filosófica



Do mundo entre mundos.


Então, no início. ... . Não houve um início. O universo é, de per si, um “ente” multidimensional e eterno. O que significa que “ele” existe desde sempre, desdobrando-se em alguns “pontos” e contraindo-se noutros, em sua inefável dinâmica de ampliação de todas as formas de vida, com seus diferentes graus e perfis de manifestação. É por isso que se diz (e nós corroboramos) ser o tempo relativo, não só no sentido “externo”, mas também, efetivamente, dado que o mesmo não existe enquanto um qualquer objeto, senão, como um instrumento de nosso particular constructo cognitivo.

Essa visão aqui proposta, é, pois, especialmente mais vinculada a uma perspectiva místico-filosófica da realidade, que, não obstante, tem ganhado cada vez mais espaço também em nossas mídias globais (muito em função da aproximação, real, entre ciência e espiritualidade). Dito isso, vejamos como “reinterpretar” o nosso presente estado de mundo (de maneira resumida) por essa nova “lente-prisma”, ou, como nosso título sugere, por uma abordagem de múltiplos mundos inter-relacionados.

Em geral nós temos tido (coletivamente gerado, in actu) um olhar muito catastrofista da realidade que nos cerca. Isto é, nossa sensação de futuro tem se tornado cada vez mais pessimista e apocalíptica, quando não, verdadeiramente tenebrosa. Mas isso não é sem motivo, não. Com uma velocidade cada vez maior de inovações tecnológico-científicas, somado também a uma crescente gama de problemas complexos, ficamos, assim, a maioria de nós, estremecidos, demasiado fechados e/ou bastante perdidos.

Porém, o que acontece, de fato, num plano mais sutil da realidade, não é, necessariamente, uma suposta guerra entre o bem e o mal, ou ainda, entre a luz e as trevas (a dicotomia padrão de nossas mentes, a que estamos acostumados). O que sucede, na verdade, é que estamos vivendo um período de expansão da consciência humana, para além dos domínios do humano; o que significa, outrossim, que estamos, literalmente, dando nascimento e abertura para outros modos de subjetividade coabitarem a nossa “esfera”.

Á princípio, isso pode parecer meio assustador, porque, aparentemente, implica na comunicação e manifestação, inclusive, de seres de outros mundos e de outras dimensões (como de camadas “espirituais”, por exemplo). Todavia, não é “só” disso que se trata essa expansão. Mais “largamente” (segundo nos consta) esse processo também diz respeito a novas formas para nossa própria constituição humana (não só aqui na Terra) como também em outros planetas vizinhos, ou mesmo, irmanados a nossa humanidade (embora distantes no espaço).

Assim, vendo por essa ótica ampliada, não é o caso de ficarmos temerosos, de nos isolarmos ou querermos nos matar uns aos outros (os bons contra os maus – essa que é uma visão muito superficial da “coisa”). O que precisamos entender, dessa nova fase da Terra (de nossa biosfera e de nós mesmos) é que estamos a como que variar (e, portanto, multiplicar também) os modos existências de nossa percepção “particularmente humana”. “Amanhã”, por exemplo, para aqueles que assim o quiserem, muitos poderão se converter em humanos geneticamente modificados, o que é um fato.

Então, novamente, “amanhã”, por exemplo, poderemos ter esses “novos” tipos de seres humanos (modificados ou híbridos homem-máquina) cuja cognição estará mais voltada para viverem em Marte, ou ainda, no ambiente subaquático de nossos próprios oceanos, etc. Tudo isso, em termos de agigantamento da nossa psique humana, já está acontecendo nos planos mais sutis, com o detalhe de que, inclusive (pela leitura de pesquisas de ponta, ou, com algum preparo introspectivo) a “coisa” se faz realmente visível, não se tratando, pois, apenas de mera especulação, como muitos poderiam “condenar”.

Dessa maneira é que se diz (conforme aqui expomos) de estarmos entrando nesse estranho período dum “entre-mundos”, razão de haver tanta confusão por aí e uma certa obscuridade generalizada. Contudo, repetindo o dito, não é o caso de termos medo, ficarmos desesperados ou tornarmo-nos violentos. É apenas como uma mudança de fase (imaginando as reações químicas) onde a combinação de certos elementos (de maneira diferenciada) não raro, gera um novo estado totalmente singular. Muito bem. Agora, vamos ao “ponto final” desse texto, pois. Qual a sua principal motivação?

Quisemos aqui mostrar (ou, enfatizar) simplesmente, que o nosso mundo é muito mais diversificado e extraordinário do que nós pensamos, via de regra. Relembrando-nos a máxima: “a vida nunca se termina; ela sempre e sempre somente se agiganta ou se transmuta”. Portanto, nossa conclusão, é a de que, se quisermos seguir nesse mundo com uma razoável sanidade mental (sem perdermo-nos em abismos de pessimismos ou falsas teorias espirituais e conspiratórias) é bom já desenvolvermos também esse olhar múltiplo sobre a realidade maior (que é a realidade do Cosmo).

Sem isso; sem essa nova “inteligência” da multiplicidade de modos e da interdependência (de todas as coisas e de todos os seres) dificilmente conseguiremos caminhar sem que não caiamos em visões extremistas (que são sempre muito perigosas, e mesmo, destrutivas). Isso não é tarefa muito fácil, mas, com uma boa dose de leituras corretas e introspecção sincera, é bem possível de o conseguirmos. Em última análise, além de uma perspectiva expandida e também de um maior bem-estar, estaremos, naturalmente, tornando-nos mais respeitosos, mais pacíficos e, igualmente, mais receptivos para com outras óticas e opiniões que não sejam equivalentes á nossa, ou, áquela de nosso grupo de convívio particular.


Lajanz, 24/09/2016.



segunda-feira, 28 de março de 2016

noz




Nebulosa Transição


Há aquele dia em que se vai,
Você acorda e não tem jeito;
Todo o mundo se desfaz,
E só angustia há no peito.


Queria mesmo te mostrar,
Infelizmente eu não consigo.
E só falar não adianta,
Eu sinto muito, meu amigo.


Torço muito pra que vejas
E então busque aquela estrela -
O alinhamento da Terra.


Se aqui ficar, só verás guerra;
Olha o mundo, olha a tela!
É no real que se veleja.


Ljanz, 27/03/2016


domingo, 20 de março de 2016

Os 4 Pensamentos que Transformam a Mente


Fonte: Meu Caminho Tibetano
Ref1: Centro de Estudos Bodisatva
Ref2: Monja Coen Roshi



Um dos ensinamentos mais básicos do Budismo está para os 4 pensamentos que transformam a mente. Ou seja, eles servem como profundas reflexões sobre a nossa condição humana normal, e dessa maneira, eles nos “forçam” a reconhecer a trivialidade da vida centrada em objetivos externos. Então, de maneira interrelacionada, temos os seguintes conceitos:


1) Do sofrimento: toda e qualquer existência (neste nosso plano físico) é constantemente permeada por dores, aflições e sofrimentos, independentemente de quais sejam as criaturas e suas condições de vida. Não há nada que façamos, do ponto de vista intelecto-material, que possa extinguir essa dinâmica (existente desde tempos imemoriais). Assim, é de ultra importância que não demoremos em descobrir e superar as suas verdadeiras causas.

2) Da vida humana preciosa: temos o nosso presente surgimento numa condição extraordinária (que é a forma humana – com inteligência, discernimento e meios hábeis). Poderia não ter sido assim. Logo, dado que não sabemos quando, eventualmente, de novo obteremos esta condição, é melhor que não desperdicemos esta maravilhosa oportunidade para desobstruir as nossas mentes; isso, em favor de nós mesmos e de todos os demais.

3) Da impermanência: todas as coisas desse nosso plano (o samsara) são bastante transitórias. Muito rapidamente, alegrias se convertem em tristezas e prazeres se transformam em situações dolorosas. Emoções, pessoas, bens, coisas e títulos; tudo nos chega e tudo se esvai muito depressa - inclusive nossa juventude e nossa beleza. Diante disso, sabendo que tudo que é do tempo sempre se dissolve, buscamos a liberação, então superando em nós mesmos a velhice e a morte.

4) Da causalidade (o conceito de carma): cientes de que tudo que existe (tudo aquilo que emerge, no mundo e em nós próprios) é fruto de uma extensa cadeia de causas e condições (geralmente, de natureza negativa) procuramos reorientar as nossas mentes no sentido de pensamentos e atitudes positivas. Assim, se plantamos e regamos em nós boas sementes, colhemos bons frutos, nesta e em outras vidas. Já se, pelo contrário, seguimos agindo e pensando de modo inconsciente (desatentos para aquilo que semeamos dentro de nós) então, só poderemos receber coisas ruins.

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Dessas reflexões é que brota nossa principal motivação em nos aprofundar e efetivamente engajarmo-nos na prática do Dharma (ele que é tido como a lei universal, ou ainda, o sublime conjunto de ensinamentos de Buda [o iluminado]). Para tanto, basta que nos aproximemos de seus textos oficiais, de um centro de meditação ou mesmo de uma sangha (palavra esta que se refere a uma comunidade de legítimos estudiosos e praticantes do caminho). *Dúvidas, auxílios, críticas, recomendações e/ou elogios, favor contatar-nos pelo seguinte e-mail: lunamo_san@gmail.com.

Nossa sincera gratidão a todos os legítimos mestres que transmitem esta mensagem. E que possam estes preciosos ensinamentos se ampliar continuamente para benefício de todos os seres. Gasshô.