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terça-feira, 21 de abril de 2009

O Grande Dilema das Cidades - Há saída?


Hoje em dia, sem dúvida nenhuma, é muito difícil escaparmos da loucura reinante se estamos inseridos nos grandes ambientes contaminantes a que chamamos de cidades. Voce ainda conserva alguma dúvida sobre isso? Os grandes centros tem-se convertido a cada dia mais e mais em verdadeiros núcleos de auto-destruição, embalados pela grande falácia do crescimento economico que fomenta o consumismo insano nas mentalidades. Vejamos pois, de modo breve, a razão para que isso aconteça como regra na atualidade.

Essa regra, por assim dizer, em termos de cidades como hoje as conhecemos, traduz-se pela própria insanidade generalizada. Agora, por que é que isso acontece? Altos níveis de stress, doenças cardio-vasculares, obesidade mórbida, sindrome do pânico, homofobia, alcoolismo, drogadição desenfreada, sexolatria, criminalidade de toda sorte, prostituição, pedofilia, corrupão, neuroses variadas e psicopatias multiplas... O que é que pode realmente estar por trás de todos esses eventos?

Isso tudo, de modo resumido, se deve basicamente a dois fatores que, ao longo do tempo, não conseguimos suportar a maioria de nós, quando então, se rompe a nossa congnição pelo esgotamento de todos os seus mecanismos de defesa em vistas ao equilíbrio. O primeiro fator dizer respeito a inferioridade e não reconhecimento/respeito para com a nossa individualidade. O segundo fator volta-se para o inapelável processo de destruição do Planeta em que tomamos parte. Assim, seja por uma via ou pelas duas de forma conjugada, o que é consequente, se fragmenta a nossa consciencia. É isso mesmo. Nos particionamos internamente então operando de maneira doentia.

A coisa toda se dá pela seguinte dinamica. Hoje em dia a grande maioria de nós nasce e cresce nesse ambiente das grandes cidades. Logo percebemos que há, em toda a parte, muita injustiça, desequilibrios, exploração de toda ordem e muita miséria. Porem, como ainda somos ingenuos, buscamos meios de mudar a situação a nossa volta; queremos mudar o mundo e o estado de coisas vigente. Aí, como vemos que mesmo com o uso de todas as nossas forças isso não se faz possível, desistimos e nos redemos aos convencionalismos dominantes. Eis que aqui surge a primeira ruptura de nossa estrutura interna, cujo dano é reparável somente a grande custo.

Esfalecam-se os nossos valores, nossos ideais e nossos princípios em favor dos modismos, das trivialidades e do status quo. Nossa educação doméstica e escolar, tendo sido boa ou ruim, cai por terra ao desacreditarmos da humanidade e seu caráter superior e solidário. Consequentemente, descreditamos de nós mesmos como elementos importantes do conjunto. “Infelizmente o mundo é o que é. Não podemos fazer nada. É preciso aceitar as coisas como elas são.” Perdemos assim a nossa individualidade atuando então como meros personagens sem relevancia – passamos a verdadeiros coadjuvantes sem expressão no grandioso conserto social inatacável. Nos subjulgamos ao sistema.

A segunda ruptura vem, quando já um pouco mais “velhinhos” e “escolados” tomamos consciencia de um segundo problema acerca de nossas existencias. Não fosse já o fato de sermos ‘inúteis’ para o melhoramento de nós mesmos e da sociedade, em seguida, ainda somos defrontados com o problema da ampla e crescente destruição do Planeta, a qual, inconstestavelmente, é diretamente proporcional ao nosso cotidiano nas cidades. Demoramos a acreditar, porém, fatalmente reconhecemos que o nosso modo de vida nos grandes centros é altamente feio, mal-cheiroso, degenerante e insustentado. A partir dessa nova constatação e nos vemos numa situação realmente difícil.

Com nosso moderno sistema alimentar criamos a monocultura com o consequente empobrecimento dos solos, sem falar da fome de muitos pelo controle nas maos de algumas poucas multinacionais imbatíveis. Adicionalmente, invetaram-se os pesticidas todos que só servem para um único objetivo: prejudicar a nossa saúde e contaminar a natureza. (é claro que o maior objetivo, na verdade, é o lucro a todo custo). Pela forma de ‘organização’ das grandes cidades criamos também uma infinita quantidade de lixo diário que, por não ter correta destinação ou tratamento, gera doenças, polui rios, mares e oceanos, sem falar das enchentes e alagamentos que se tornam sempre mais frequentes.

Nosso sistema de tratamento de águas e esgotos é de um desperdício por demais estúpido; tanto mais estúpido se consideramos o fato de que muitas redes (domiciliares e empresariais) escoam os seus desjetos diretamente in natura. Nossos incríveis automóveis, tao ‘inteligentemente’ projetados e tão belos, poluem como nunca o ar que respiramos, e de quebra, geram o caos dos congestionamentos, excessos e muitas mortes por irresponabilidade. Isso para não falarmos das fábricas e indústrias por si mesmas, cujas emissões de CO² e gases poluentes é a própria estultícia encarnada.

Que dizer então de nosso voraz e insaciável consumismo que, no final das contas, é quem verdadeiramente alimenta toda essa cadeia de auto-consumpção ao nosso redor? Grandes conglomerados de shopping-centers com suas pistas de patinação artificial, redes de fast-food, lojas e mais lojas de artigos de luxo, artigos de ultima geração das novas tecnologias; tudo para que nos façamos mais e mais distraídos quanto ao que realmente acontece com a vida que nos sustenta. Queiramos ou não, somos nós mesmos os principais responsáveis pela manutenção da industria do capital que tudo reduz á cinzas em favor do lucro pelo lucro.

Finalmente, é por esses motivos todos que as mentes não aguentam e colapsam. Unicamente por dois fatores que são enormemente ignorados, mas que, quando abertos de modo claro, evidenciam as muitas causas existentes em seu corpo. Quando nos sentimos sem valor e inúteis frente a cenários tão miseráveis e chocantes, nos desumanizamos. É como se, de uma maneira geral, mentalmente chegássemos a seguinte conclusão, após tentarmos várias formas de saída sem sucesso: “essa vida não vale nada mesmo. Tanta lágrima, tanta desgraça, tanta miséria e destruição por todos os lados mas todo mundo finge não ver nada. Todo mundo, apesar dos belos discursos e observações, continua diariamente a fazer sempres as mesmas coisas do mesmo jeito, sem qualquer preocupação verdadeira. É isso o que a vida é pois; essa coisa mesquinha sem qualquer valor, onde tudo só existe para o nosso uso, para o nosso abuso e subsequente descarte. Eu não quero isso pra mim.”

E desse pensamento, senão esse exatamente, semelhantes, é que derivam todos os mecanismos de fuga – as muitas e tantas outras formas de insanidade que hoje as conhecemos (como as acima expostas) sendo que, dentre todas elas, a mais drástica que conhecemos é o suícidio, não raro atualmente nesses grandes centros. A solução, todavia, é uma só. Precisamos reconhecer no íntimo de cada um de nós que, enquanto houver exploração e prejuízo de qualquer forma de vida que se opere por meio de nossas ações, nunca seremos saudáveis e legitimamente humanos.

A conclusão é a de que, tão longe fizermos parte desse sistema que é destrutivo e degenerante por sua natureza, não há como não colhermos os frutos amargos desse desequilíbrio em nós mesmos. Se temos um corpo social com seu psiquismo em total desalinho (como é o caso das grandes cidades) não há como termos aí senão pessoas que recebem e compartilham dessas mesmas condições do ambiente. Não existe essa infeliz idéia da multidão e das massas porque nós não estamos separados. Não há o prefeito, eu, a prostituta, o doutor, o mendigo, a vaquinha, os pinguins e o Planeta Terra – em tudo há uma coisa só, há Vida. É disso que precisamos nos dar conta. Enquanto continuarmos a dilacerar a vida, seja diretamente ou pela nossa conivencia, não há como nos livrarmos da loucura, pois que, em suma, é a nós mesmos que estamos matando.


Leonardo Janz, 19/04/2009.

3 comentários:

  1. é isto mesmo,muito bom seu texto:masinfelizmente vivemos numa siciedade capitalista,onde todos só pensam em si mesmos esquscendo que nós todos somos seres humanos, precisando d algo mas que sómente coisas materiasis;as pessoas hoje só pensam em bens materiais esquescendo-se do mas sério de tudo que é solidariedade.não sabem mas que isto significa esqueceram-se desta palavra e atitude. infelizmente neste mundo só se vive hoje o capitalismo!abços.

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  2. As cidades cresceram sem planejamento, acho que nem imaginavam o quanto tudo se desenvolviria... mas as paisagens foram mudando tal e qual o interesse de alguns, assim como a agricultura, pecuária, que além de empobrecer o solo como vc disse, atua diretamente nos gases estufa, tendo em vista q para criarem estas áreas usam das queimadas, por esse motivo, somos o quarto país q mais emite gases estufa... sinceramente, estamos vivendo em uma bomba prestes a explodir, mas vou tentando fazer algo, ainda não faço tudo o que é certo... mas vamos indo...

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  3. Seu texto é ótimo! Gosto muito de uma frase do Chaplin que diz "Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam, e do caos nascem as estrelas"

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