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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Como a mente se engana?



Eis uma pergunta que em algum momento qualquer praticante budista se faz: afinal de contas, se temos uma natureza livre, desobstruída, como é que nos enganamos? Como surge a ignorância?

Nem precisa ser praticante budista para pensar numa questão dessas: quem nunca teve alguma atitude lamentável e depois de um tempo não pensou “como é que eu fui capaz de fazer aquilo?” Por que só percebemos a bobagem um tempo depois e não antes de cometê-la?

Na palestra de lançamento do livro A Roda da Vida como caminho para a lucidez, em São Paulo, Lama Padma Samten esclarece com sua maestria e bom humor que, na verdade, a mente nunca se engana! Ela só opera dentro de uma determinada paisagem, com referenciais próprios. Essa paisagem seria como um ambiente mental, com referenciais e conceitos específicos.

A mente sempre vai agir segundo esse ambiente em que está imersa, sempre respeitando os pressupostos da paisagem. Logo, a mente nunca erra!
A ignorância e o engano surgem quando reduzimos o mundo todo à paisagem em que estamos e passamos a agir segundo tal paisagem, não entendendo que ela é uma coisa bem particular e não corresponde a uma realidade absoluta.

Nosso mundo não é senão nossa experiência do mundo

Temos a sensação que a paisagem em que estamos é, de fato, o mundo todo. É daí que brota o engano: dessa certeza, dessa sensação de vermos tudo. Nem pensamos sobre o fato de que, quando vemos uma coisa, não vemos outra, quando estamos numa paisagem, não estamos em outra, logo, há uma limitação. É como a figura das pernas ali em cima: quando vemos as pernas masculinas, não vemos as femininas e vice-e-versa (se você não viu, olhe denovo!). O mesmo acontece no exemplo do cubo que o Lama Samten costuma usar.

Continue a leitura...

Fonte: Revista Bodisatva

Um comentário:

  1. Perfeito Texto, Léo

    Ahh, isso me faz lembrar de psicologia, com psicoanálise, e neurociencia, rsrss
    Esse fato de tentar entender á mente humana é compulsivamente fascinante, tentar entender do que nosso cérebro é capaz é mais fascinante ainda, e agora ter á certeza que nossa mente nao se engana é mais do que fascinante, é explendido.

    Parabéns Léo, saibas que sou tua fã. ;)

    Abraço
    Lyh Sousa

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