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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Contando os interstícios



Aquela palavra que em si já não cabe,

Se perde e não pode ser expressa.

Assim vira poesia, + do que depressa,

Um lenitivo para a alma que invade.


Não pense que o contar n tenha graça.

O espírito está no que se esquece!

O fugaz do pensamento é nosso troça,

É brincadeira de criança que não cresce.


Um soneto é demorado de entender,

Não só do que se lê mas do que conta:

Um calculo de sílabas não bem-ditas.


Se transpassares o espírito da tinta,

Então verás q o silencio não se compra –

Este exercício, é do mais alto poder!



LJ – 08.11.10

Um comentário:

  1. É, meu caro irmão, a vida é demorada para se entender, da mesma forma que um soneto; todavia a "busca" se torna um lenitivo para a alma sedenta... Um grande abraço!

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