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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Confabulando o caminho da “tragédia”



Vejam só se isso não é mesmo engraçado! Até ontém e erámos completamente viciados em leitura (de todos os tipos – bem daqueles devorados de livros mesmo) assim como notícias, documentários e discussões de todos os matizes, de preferência daquelas as mais acaloradas.

Porém (batendo a máxima hoje em dia já quase um chavão) como “a única coisa permanente neste universo são as transformações”, assim vamos nós de mutação em mutação (nós, os desequilibrados) uns em períodos mais longos e outros em períodos mais curtos – qual é o meu caso nesta análise bitológica – ref. tanto ao bitolamento qto ao bit.de.informação.

Obviamente, o que eu quero dizer é que já não sou mais aquele do primeiro parágrafo; o que então constitui-se na minha tragédia! Por que? Me explico.. Outro dia eu li, creio que no blog de um amigo, a seguinte assertiva muito bem argumentada: “Informação sim é fundamental; pode-se perder de tudo menos o bonde da história.”

Agora você entendeu? Como eu sou esse bicho exótico, que nem um humano legítimo se pode chamar (entre outras coisas, porque parece mesmo que mutaciono a cada texto escrito – senão ainda uma vez por semana) é que presinto esse como que ingrato destino dos “deixados para trás.”

Você também acha que é um monumental problema de existência não se manter diariamente quase que 100% informado de tudo o acontece no seu Estado, no País e no mundo, não só no que tange as ultimas notícias mas também quanto aos mais variados setores de nossa sociedade global (cultura, tecnologia, política, ciências, artes, meio ambiente, etc)?

Se, por ventura, você igualmente acha que isso é um problema, meu amigo, minha amiga.. Eu muito honestamente lhes ensejo os meus melhores auspícios; sim, porque, pra seguir essa tsunami medonha e alucinante da informação, aja cérebro e desperdício de vida!

Não que com isto eu esteja dando a entender que você é que seja o desgraçado(a) nesse como que texto-crônica (aproveitando o gancho, acho que vou passar a me experimentar mais nesse estilo). O desgraçado, como dito, por ora é que este que vos fala, e todos aqueles outros tão ou mais infelizes que vão se desmaterializando pela des-informação.

Se isso é bom ou se isso é ruim (para nós) só mesmo o tempo dirá. Aqueles que sobem na “pirâmide social” e que com certeza teem (terão) os muitos benefícios da permanência dentro deste ambiente, pela lógica, são justamente estes que mantém a dinâmica de seu fluxo giratório em funcionamento – mérito ou demérito de cada um.

Para concluirmos esta “análise” (entre aspas, posto que a mesma não é algo criterioso, e portanto, sem qualquer objetivo de um julgamento moral) deixo-lhes a enamorar com um dos principais pensamentos existencialistas: “a existência precede a essência!” Ou seja, há realmente um forte indício de que este universo alienígena no qual habitamos tenha uma regra de ouro 100% bela e altruística: sim sim; não não.


Ljanz, 11.12.10

3 comentários:

  1. Caro amigo, ótimo texto, muitas vezes visitando o Centro Paramita tive o ensejo de acompanhar falas de nosso amigo Davanzo ou mesmo do professor Santem sobre esta questão.

    E tens razão, acompanhar toda a mídia e não se dar conta de que ela nos usa e nos consome com uma grande monta de informações desnecessárias é de um grande processo de cegueira.

    Certamente este processo complexo é uma da fábricas sociais de loucos.

    Grande Abraço.

    Tautê Frederico.

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  2. ... em tempos de tsunami virar contra tsunameiro (Assange q o diga), este texto fica ainda mais gostoso de ler. :)

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  3. Leonardo,

    Um grande problema que tbm vejo nisso tudo é que as pessoas nem se auto-conhecem...se conhecessem a si mesmos e confrontassem com o que recebem do mundo, talvez isso se configurasse num trabalho interessante...

    Sua perplexidade é compartilhada com vastas multidões de "abestados"...Abçs!

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