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segunda-feira, 4 de julho de 2011

O conceito líquido (ou sistêmico) de liberdade – Ensaios.



Essa “coisa”, essa palavra, esse princípio que hoje mais do que nunca tem-se clamado já foi, garantidamente, estudado, debatido, esmiuçado e reinventado um milhão de vezes por filósofos, religiões, por sociólogos, políticos, pscicólogos, entre outros também, é claro, motivo pelo qual muitos diriam, não sem alguma razão, ser desnecessário uma nova “discussão” ou revisão do tema.

Com alguma razão, afirmamos, porque, embora não a tenhamos, todos nós julgamos sabê-la de cor (na teoria) tomando-a, em geral, pelo sempre muito fugídio e tosco prisma do relativismo. Ora, se tomamos por essa ótica, de que a liberdade é o que graça na cabeça de cada um, então estamos realmente muito tapados ou, de outro modo, nos fizeram solipsistas sem que o soubéssemos. Estes, que se faça o alerta, em sua grande maioria, tem por fim o triste destino dos esquizofrenicos.

Essa visão ultrapassada e tacanha, do “aquilo que eu quero” ou “o que me dá na cabeça”, é, seguramente, do século passado. Vale lembrarmos aqui, como respaldo, aquele “pedaço” de conceito mais tradicional: “a minha liberdade terminha onde começa a do outro.” Por esse motivo é que, nunca, de fato, pelo menos não nessa dimensão espaço-temporal, iremos obtê-la a 100% em nível externo – a não ser de modo líquido.

Ampliemos pois o horizonte dessa “nova” liberdade. Todos queremos ser livres, porém, continuamos todos amarrados, literalmente, tanto uns aos outros quanto, principalmente, a um modelo psico-social que nos é imposto. Cabe aqui a pergunta óbvia: “mas imposto por quem, zé?”. “Imposto pelo que é fixo, homem!”. Prestemos muita atenção no que agora se vai a dizer, pelo risco de perdermos o “bonde da história”.

Fixo, rígido, duro, desumano e não-flexível... O modelo. A caixinha na qual se nos puseram (ou nos pusémos?).. Neste ponto é que se encontra a liberdade líquida (ou sistêmica, se preferirem, como dito). Líquida porque ela vaza pelas frestas... Ela escorre pelas fendas e rachaduras do “Estado Normal” (do status quo) que é onde todos nós nos encontramos naquilo que é o novo e não do passado, deprimente.

Não há como nos dirigirmos para essa nova e legítima liberdade senão por aquilo tudo que nos aproxima, nos interconecta e nos irmana. Por tudo aquilo que quebra as barreiras, dissolve os pré-conceitos e derruba as fronteiras. A liberdade desse novo tempo, que traz consigo os poderosos germes da ‘última revolução ‘, não pode ser alcançada se pensamos e agimos com base no que é velho, pois que velho é o padrão, e o padrão (da uniformidade alienante) está para o sistema.

Para já ir finalizando, nossa real liberdade é tanto maior quanto menor é a nossa dependência ao estabelecido, ao status, ás tradições e a todos os tipos de condicionamentos dessa atual sociedade decadente. Somente dessa maneira, com uma nova mentalidade totalmente ampla, rebelde mas ao mesmo tempo acolhedora, poderemos chegar lá – se é que haveremos de chegar.

Aliás, algo que deveria nos ser também muito claro, dentro dessa visão do “novo mundo”, é que, de jeito nenhum (sob hipótese alguma) podemos mais associar liberdade com independência. Quem isso faz, de duas uma: ou congelou-se no tempo ou realmente não está bem das idéias. Hoje, se não estamos jovens velhos, mas, frescos e antenados com o futuro, nosso pensar deve ser justamente o contrário. É pela consciência interdependente que exercemos a nossa liberdade e nos liberamos uns aos outros, e não de modo isolado, como fez-se até ontém, na qualidade de meros autômatos programados.

Nós somos seres-humanos; seres bio-psico-sociais, singulares, criativos e solidários por excelência. O pensamento anacrônico do individualismo-utilitarista (mútuo-excludente pela competitividade “natural”) por certo que já não cabe mais no presente. Ou assumimos nossa liberdade no interser, para o bem-estar de nossa Terra, e de cada um de nós, por conseguinte, ou então optamos a seguir o estúpido modelo do “é cada um por si e deus por todos”, o qual, comprovadamente, já de há muito que não tem funcionado.


Leonardo L Janz, 01/07/2011

Um comentário:

  1. : ) Passei adiante,ok? http://www.portalintegracao.com/noticias/o-conceito-liquido--ou-sistemico-de-liberdade-8181.html
    Namastê!

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