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domingo, 20 de abril de 2014

As proximidades do Fim





Ensaios – Filosofia Negativa


Partindo do pressuposto universal de que existir é sofrimento, não só de acordo com tradições místico-espirituais, mas, também, segundo várias correntes filosóficas, a única coisa que nos caberia fazer, a fim de transcendermos esta mísera condição, portanto, seria uma superação de nós mesmos enquanto seres circunstanciados no tempo-espaço.

Todavia, para que isso pudesse ocorrer, antes, então, teríamos de compreender e superar o que fosse a nossa mente, ou, os condicionantes de nossa situação histórica diante da matrix ilusória que nos perfaz e impulsiona indefinidamente para “frente” no tempo.

Daí que, para este feito absolutamente raro e impreciso, antes, ainda, por sua vez, precisaríamos nos aprofundar, esmiuçar, compreender e superar todos os múltiplos constrangimentos sobre nós daquilo o que ordinariamente denominamos por linguagem; esta que, por certo, é parte indissociável das condicionantes de nossa consciência.

Isto dito, por conseguinte, nos levaria adiante para a seguinte etapa-problema de nossa miserável situação humana vulgar, esta mesma do existir enquanto constructo, seja ela com ou sem um qualquer propósito bem definido. Precisaríamos, ainda, incluir em nossas “equações” de liberação, também o componente cultural arquetípico de toda a sociedade.

Ora, se diante deste todo, no que tange uma manifestação individual desta dimensão, nossa unívoca singularidade é pois obstruída por estes elementos sequenciais correlatos, desse modo, caberia a nós, em último instância, ultrapassarmos a própria impermanência interdependente de todas as coisas, incluindo os próprios conteúdos intersubjetivos das aparências universais.

Isso dito, cabe-nos dizer que tal método equivaleria ao atingimento da mais completa escuridão interna auto absorvente de que se possa imaginar, tal qual o mais maciço buraco-negro já conhecido, configurando-se a si mesmo no maior de todos os paradoxos , o qual, de si próprio, é todo colapso espaço-temporal e ao mesmo tempo, gerador de luzes criadoras por sua inconcebível natureza não intermitente.


Leonardo la Janz, 20/04/14

Um comentário:

  1. Olá meu caro, prifundo seu texto, da conta de um complexo de elementos entraves para o desenvolvimento do ser humano. Um abraço.

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