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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Sociologia das aberrações




Iniciamos essa breve reflexão com a seguinte pergunta, para a qual ainda voltaremos mais ao final do texto: há como não nos quedarmos atormentados diante das múltiplas questões insanas deste nosso tempo “pós-moderno”? Haveremos de reconhecer que, na atualidade, para onde quer que olhemos, predomina o absurdo no que tange a entendimentos sobre a vida e o que significa ser humano.

Sendo assim, como conceber que de toda a gigantesca vastidão do cosmos, a parte iluminada que podemos enxergar, corresponde a tão somente 4% do todo real? De onde provem e o que vem a ser essa enormidade absurda de “energia escura” que nos perfaz, mas que, curiosamente, nossos sentidos e nem mesmo os mais refinados equipamentos astronômicos são capazes de perceber?

Disso, por extensão, pergunta-se: que diabos significa essa tese provável, para piorar as coisas, de que, na verdade, nós não estamos em um só universo, mas sim, num infinito labiríntico multiverso? Caramba, se já enxergamos tão pouco do próprio lugar onde estamos, que dizer destes “diabólicos” universos paralelos??

Aí, para quase que nos enlouquecer de vez diante desta incessante crescente complexidade de cenários, nos vemos, ademais, chocados com esta questão crucial: onde o sentido da vida nisso tudo, na medida em que sequer podemos ter uma realidade concreta, porque também já colocada em cheque pela simulation hypothesis?

E diante deste espantoso quebra-cabeças, que raio significa dizer que nós temos consciência, quando, segundo as mais recentes teorias bioquímicas e neuropsicológicas, o dito fenômeno, realmente, não seria mais do que resultado de impulsos físico-químicos evolucionários, muito provavelmente, pré-computados por multifunções quântico-dimensionais?

Sobra-nos pois algum espaço, através destas bizarras perspectivas “pós-modernas”, para qualquer real possibilidade dum livre-arbítrio em nível pessoal? Como encararmos este importantíssimo conceito da liberdade humana, quando, em verdade, cada vez mais tudo nos vem a reforçar essa ótica de infinitas causalidades holo-fractais?

Amarrando-se então as descobertas, forçam-se ainda mais duras interrogações: e se parece mesmo não termos uma realidade concreta, tampouco uma qualquer mísera gota de liberdade efetiva diante deste monstruoso e fantasmagórico multiverso, onde haveria lugar para a figura dum qualquer Deus Supremo? Não seria muito mais provável, assim, que fossem dois, três ou mesmo vários deles a disputar pelas múltiplas forças que movem os mundos para lá e para cá?

E que tal, se de fato, não estivéssemos mesmo sob controle de uma super-mega civilização alienígena a nos assistir neste simulacro de real? Mas aí, viveríamos então para quê; qual o propósito de existirmos? Seria com o fim de evoluir nossas “almas” no sentido de uma libertação – um como que despertar espiritual para esta ultra dimensão dos seres superiores?

Finalmente, pela bisonha visão deste atual quadro, que muito mesmo se parece com um estranhíssimo experimento social “meta-mundi”, talvez não nos restaria qualquer saída. Qual seria o plano da evolução neste contexto? Caberíamos ainda, de algum modo, uma qualquer lógica transcendental perante esse nosso mui cinzento cenário hodierno? Eis que, no “fim” das contas, tudo se nos mostra como que predestinado pela sua configuração – mas será mesmo?

L. Janz, 15/07/14.




Um comentário:

  1. Saluton, Janz!
    Plezure mi legis vian supran artikolon. Ghi vere nin instigas al la meditado pri la ankorah ne solvitaj kaj chiam defiantaj filozofiaj demandoj: kiu ni estas? El kie ni venas? Kien ni iras?
    Brakumon!

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