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sábado, 10 de maio de 2008

Sobre o Esperanto e a Sustentabilidade



Tendo em vista que os conceitos-chave do desenvolvimento sustentável clamam não só por uma política ecologicamente equilibrada, mas igualmente por um modelo sócio-econômico de auto-gestão, igualdade e não desperdício, destacamos aqui os pontos de interligação entre as potencialidades do esperanto e aqueles da visão sistêmica, cuja observância sincera por parte de todos nós indivíduos - eminentemente transformadores de nosso meio, bem como de lideranças em geral, hão de fomentar uma conscientização global cada vez mais abrangente quanto a necessidade de mudanças urgentes no âmbito da comunicação mundial. Ou seja, apresentamos aqui, em resumo por enquanto, os cinco princípios da sustentabilidade que vão diretamente ao encontro dos objetivos da comunidade esperantista internacional, e cujo cumprimento, segundo se sabe, ainda é demasiadamente precário por parte dos organismos internacionais como um todo, quer seja pela sua burocracia em adotar novos procedimentos e/ou atitudes, quer seja por ignorância ou até mesmo, o que é pior, devido a jogos de interesses políticos entre representantes do povo e grandes corporações.

É certo que o sistema multilingüe ainda hoje usado amplamente por quase todas as instituições internacionais é cheio de erros, injusto e extremamente dispendioso. A ONU, por exemplo, não obstante seja detentora de um dos mais famosos documentos do século XX - A Declaração Universal dos Direitos Humanos - desrespeita, ela mesma, o princípio da igualdade de condições quando insistentemente se utiliza de seis línguas hegemônicas para a realização de seus eventos e publicação de seus resultados. No quadro da União Européia a situação não se dá diferentemente. São utilizadas nada mais nada menos do que onze línguas de trabalho; sendo que estas, naturalmente, não foram escolhidas por acaso, e muito menos asseguram o direito da igualdade. Vários outros organismos internacionais seguem essa mesma política antiquada de total desrespeito, negligência e contradição escandalosa, como é o casa da OMC, OIT, OMS, ONG's, etc. Assim, porque é tarefa do desenvolvimento sustentável não só encontrar, mas principalmente, aplicar alternativas para aqueles sistemas que não estão adequados a uma postura ética global, é que expomos agora os princípios que efetivamente realizam a sustentabilidade no âmbito da comunicação internacional - cuja observância, automaticamente geram o estabelecimento da comunicação Sustentável. Vejamos quais são eles:

1 - Da sustentabilidade do fator econômico. Deve-se notar que, no campo da lingüística, o único idioma verdadeiramente capaz de realizar tal sustentabilidade de recursos finaceiros, é sem dúvida nenhuma a língua internacional esperanto. A sustentabilidade está justamente para a questão do custo/benefício mais a qualidade do aprendizado, que de nenhum modo é obtenível através do vigente sistema multílingüe. Milhões de dólares são desperdiçados anualmente com gastos totalmente desnecessários para a contratação de um sem-número de interpretes, tradutores e redes de administração, sem contar da gigantesca quantidade de papelada emitida em uma infinidade de línguas. Isto é, queimam o meu e o seu dinheiro, de todos os contribuintes do mundo, além de perpetuarem um sistema que não funciona.

2 - Do respeito á diversidade do Ecossistema. É evidente que nenhuma outra língua, senão o esperanto, consegue inserir-se num qualquer contexto cultural sem a conseqüente descaracterização do conjunto de suas tradições bem como de sua língua pátria. Além do mais, muito ao contrário do que se pensa, o esperanto é efetivamente a única língua que, além de não degenerar a cultura alheia, ainda trabalha pela sua preservação.

3 - Do incentivo a real democracia em todos os níveis. Somente uma língua fundamentalmente neutra, como é o caso do esperanto, tem o poder de realizar o princípio da real democracia no âmbito da comunicação internacional. Esse é o ponto em que o esperanto se destaca mais claramente, porquanto, língua nacional alguma jamais conseguiu e jamais conseguirá estabelecer-se sem necessariamente ter que subjulgar as demais línguas bem como as suas comunidades.

4 - Do incentivo á igualdade de condições e fraternidade entre os povos. Não é preciso ser muito inteligente para notar que, toda vez que um país ou grupo de pessoas deve obrigatoriamente comunicar-se por meio de um outro idioma que não seja o seu, estabelece-se então o conflito por conta de uma clara injustiça e desigualdade de condições; o que, evidentemente, só serve para afastar os povos e nações, em vez de aproximá-los - única maneira de se fomentar a real fraternidade - através da igualdade e do respeito mútuo.

5 - Do respeito e responsabilidade para com as futuras gerações. Quanto a isso há que se dizer, em primeiro lugar, que o desrespeito é inevitável por meio de nosso tradicional sistema lingüístico internacional. Isso é óbvio simplesmente pelo fato dos milhões e milhões de dólares que são desperdiçados anualmente com gastos totalmente desnecessários por parte de inúmeros organismos internacionais, quando tais somas volumosas poderiam muito bem estar sendo direcionadas para os mais diversos projetos sociais de novas perspectivas para as gerações futuras. Em segundo lugar, é inegável que não tem havido a menor responsabilidade de nossas lideranças mundiais com relação ao amanhã de nossos herdeiros. Isto também é bastante óbvio pelo total descaso que se tem demonstrado até agora para com o problema da vasta e crescente dilapidação dos múltiplos tesouros culturais, meramente por conta da invasão das grandes línguas nas culturas de médio e pequeno porte. Tudo isso porque, como nitidamente nos apontam diversos estudos de campo, toda língua que penetra em território alheio porta consigo automaticamente toda a sua particular bagagem cultural, o que, por conseguinte, só tende a desnaturar aquela que é invadida.

Leonardo Janz, 04-06.

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