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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Da Educação Adestradora – Uma Metáfora



Introdução

Desde muito pequeno e todos nós temos ouvido... “Não; não pode. Não mexe aí, não pode. Não, tá errado; não é assim que se faz; tá errado. Não, não pode; esta ação é contrária á lei; não pode. Não, não vale; teu pensamento não tem ‘referência’; é não-valido.” E por aí vai... É assim que nos anulamos como indivíduos ante as...

As correntes invisíveis

Quando eu era criança me encantavam os circos, e do que eu mais gostava eram os animais. Também a mim, como a outras pessoas, me chamava atenção o elefante. Durante o espetáculo, o enorme animal fazia demonstrações de peso, tamanho e força descomunais ... Mas depois de sua atuação e até um segundo antes de entrar em cena, o elefante permanecia preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisionava uma de suas patas á uma pequena estaca cravada no solo. Sem dúvida alguma a estaca era só um pedaço de madeira, enterrado apenas á alguns centímetros na terra.

E ainda que a corrente fosse grossa e poderosa, me parecia óbvio que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancar a estaca e assim fugir. O mistério é evidente! O que o mantém resignado, então? Por que não foge!? Quando eu tinha cinco ou seis anos, eu todavia confiava na sabedoria dos adultos. Perguntei então a um professor, a um padre e a um meu tio sobre o mistério do elefante.

Um deles me explicara que o elefante não escapava porque estava domesticado. Fiz então a pergunta óbvia: “Se ele está domesticado, por que é que o prendem? Não recordo de haver recebido nenhuma resposta coerente. Com o tempo, esqueci o mistério do elefante e da estaca ... Somente recordava quando me encontrava com outros que também se haviam feito a mesma pergunta, sem ter obtido a resposta, igualmente. Acontece porém que há alguns anos descobri, para minha sorte, que alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta:

"O ELEFANTE DO CIRCO NÃO ESCAPA PORQUE TEM PERMANECIDO ATADO À ESTACA DESDE MUITO, MUITO PEQUENO".

Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido sujeito à estaca. Tenho certeza que, naquele momento, o elefantezinho puxou, forçou, lutou tratando de libertar-se. Apesar de todo o esforço, contudo, não podia fazê-lo. A estaca era certamente muito mais forte do que ele. Eu poderia jurar que ele dormiu noites e noites esgotado e que no dia seguinte tornou a tentar, porém, novamente sem sucesso.

Até que um dia, um terrível dia para sua história, o pequeno animal acreditou na sua impotência e se resignou ao destino. O elefante enorme e poderoso que vemos no circo não se liberta porque ele crê, piamente, que não pode. Ele tem o registro pela recordação de sua impotência, daquela impotência que sentiu e que o sufucou por muito tempo após ter nascido.

E o mais triste é que jamais voltou a questionar seriamente esse registro. Jamais ele voltou a colocar à prova sua força... E de modo semelhante vivemos nós... Vivemos com a crença de que não somos capazes de realizar um mundo de coisas. Nós "não podemos". Simplesmente porque, algumas várias vezes, quando éramos mais jovens, nós tentamos, tentamos e não conseguimos. Daí em diante e fazemos como o elefante: seguimos com a gravação em nossa memória: "Eu não posso; eu não devo; eu não consigo... Eu não posso e nunca poderei...!”

Crescemos carregando essa mensagem, a qual nos foi sutilmente implantada, e nunca mais voltamos a tentar. Quando muito, de vez em quando sentimos as correntes, fazemos soar o seu ruído ou olhamos com o canto dos olhos a estaca e confirmamos o infeliz estigma: "Eu não posso; eu não consigo e nem nunca poderei!!".
A única saída pois é tentar de novo com muito mais fé e muita coragem. Mas devemos agir com determinação. É preciso sempre tentar denovo. Vamos lá; tentemos. Tentemos seriamente e vejamos então quantas coisas maravilhosas nós seremos capazes de fazer.

Autor anonimo

Um comentário:

  1. Estou contigo nessa reflexão, brother, muito bom!

    By the way, já deixei o recado no myspace pra moçada da banda e pra vc tb!

    Avante e grande abraço!

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