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domingo, 25 de julho de 2010

Considerações acerca do Multiverso.



Clique acima na imagem fixa - perceba a ilusão.


Flutuações do vazio é isto o que somos e nada mais... Redes de pensamentos complexos que se enganam e se fixam numa falsa noção de identidade pessoal e separatividade.

Somos uma miríade de sonhos sonhados na mente de outro sonhador tão iludido quanto a nós próprios... Filhos de uma explosão espaço-temporal contingente, somos impulsionados ao infinito por delírios e fantasias de incontáveis matizes...

Nada há que nos possa matar pois que “nós” particularmente, não temos um propósito determinado... Nós somos o meio por meio do qual a dança da vida se expande eternamente em suas formas imaginativas.

Para muito além do bem e do mal ingenuamente concebidos, nós somos uma projeção. Figuramos nessa dimensão de captura percepcionista pela qual nos fazemos incessantemente. Nossa identidade é assim constituida daquilo que nos permitimos a conceber.

Passado, futuro, moralidade, consciência, vida e morte.. Nada disso faz muito sentido em se tratando daquilo que é: o fluxo perene da auto-criação imagética rumo ao imponderável.

A dor existente no mundo é a mesma dor existente desde todo o sempre. Os que subjulgam e os que se deixam subjulgar não teem diferença qualitativa perante o Multi-verso. Somos todos fantasmas oníricos em um sonho de liberdade.

Isto a que viemos a chamar de ‘natureza humana’ é tão irrelevante quanto a idéia que fazemos de nossos muitos deuses fabulosos. Lutamos por isto e por aquilo sem no entanto perceber que é isto mesmo o que nos fere e que nos atormenta.

Nosso mui precioso e já também entronado deus-pensamento é a um só tempo pais e mãe dessa tragi-comédia que sustentamos e enriquecemos no tempo.

Nos custa a realizar que todo o nosso conhecimento acumulado é a principal barreira entre o ser e a aparência do ser; entre aquilo que é e aquilo que imaginamos que seja. E é nesse delírio que prolongamos solidariamente nosso sofrimento auto-projecional.

Tornamo-nos tão complexos que esse frenético movimento de hoje é quase que insondável. Daí a razão de a maioria de nós perder-se em mil pensamentos e buscas, em mil projeções e hipóteses, sendo a mais arriscada de todas elas o desejo por uma suposta divindade.

Não me cabe dizer o que deve ou não deve ser. O que podemos ou não podemos fazer. Entretanto, certo é que quão mais longe nós formos tanto mais doloroso será o processo. Criações ilusórias não duram para sempre e quando esvanescem elas nos destruem.

De tudo o que há, portanto, e de tudo o que se possa querer ou imaginar, a única coisa que verdadeiramente persiste é aquilo que intencionamos. A realidade do mundo; a realidade de tudo.. É a do relativismo absoluto.

Nesse caso, só existe de fato aquilo que você quer que exista – inclusive a tua própria figura enquanto personagem da história. Assim, no momento em que firmares e disseres basta, por suposto terá fim toda a tua agoniosa existência.


L.J
25-7-10.

4 comentários:

  1. Essa é a real. Bom texto Léo.
    Mas, não vejo minha existência como agoniosa, vejo-a como um cubo mágico: um passatempo que requer paciencia, atenção e entusiasmo. Apesar de que entendo perfeitamente que para muitos a coisa acaba sendo assim. Penso que aqueles que participam do jogo da vida sem sentir agonia estão aqui justamente para ajudar os demais a deixar de sentir-la.
    Namaste!

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  2. Gostei do seu texto L.J,apesar de ser um tanto complexo para mim,fora isso achei muito bom!!

    Parabéns pelas palavras,inteligentes, e pelo seu ponto de vista é incrivel !!

    Lyh Sousa

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  3. Muito bem escrito o texto Leo. Realmente tens um estilo bacana.
    Não concordo com alguns pontos, por exemplo acredito que acreditar na existência de algo superior, como ser ou como objetivos e leis é tão provável como achar que somos 'acidente de percurso'. Digo que não há provas para sim nem para o não, certo?

    Mas é sempre bom discurtir e ver opiniões diferentes.

    Alias, para diminuir o sofrimento inerente ao ser humano pela sua inutilidade visível creio que devemos adentrar ao jogo que nos é mposto. Ou seja, a sociedade. De modo que devemos viver por uma causa que julguemos louvável, no meu caso acho que esta é sempre próxima ao altruismo.

    Abraços.

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  4. Magnífico, Léo! Magnífico!

    Ousaria completar, sobre nosso sofrimento, com uma frase de Paulo Mendes Campos:

    "Aquilo que tens à mão é aquilo que te´prende, aquilo que possuís é o que te priva!"

    Abraços!

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